Câncer é o nome dado a uma classe de doença caracterizada pelo comportamento e crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras partes do corpo (metástases).

A maioria dos cânceres origina-se de uma única célula defeituosa, que multiplica-se rapidamente. Na maioria dos casos, essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis.

O tumor benigno, portanto se caracteriza por uma massa tumoral localizada, composta por células que se multiplicam, vagarosamente, e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo risco de vida. Logo, veja abaixo as características de cada tipo de tumor:

Malignos Benignos
Velocidade de
multiplicação celular
Alta Baixa
Capacidade de invasão
de tecidos contíguos
Presente Ausente
Habilidade para acometer
tecidos e órgãos
distantes (Metástases)
Presente Ausente
Capacidade de
oferecer risco à vida
Muito frequente
especialmente em tumores
de alto grau e em estádios avançados
Muito raramente
somente em casos especiais

O câncer é a segunda causa de morte nos Estados Unidos e está entre as três primeiras no Brasil. A cada ano, oito milhões de pessoas em todo o planeta recebem o diagnóstico de câncer. De forma geral, uma em cada três mulheres e um em cada dois homens tem, teve ou terá câncer.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) , a estimativa para o Brasil, biênio 2016-2017, aponta a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma (aproximadamente 180 mil casos novos), ocorrerão cerca de 420 mil casos novos de câncer. O perfil epidemiológico observado assemelha-se ao da América Latina e do Caribe, onde os cânceres de próstata (61 mil) em homens e mama (58 mil) em mulheres serão os mais frequentes. Sem contar os casos de câncer de pele não melanoma, os tipos mais frequentes em homens serão próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Nas mulheres, os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%) figurarão entre os principais.

No Brasil muitos diagnósticos de câncer são feitos por médicos que não são oncologistas e a adequação das condutas diagnósticas e terapêuticas, bem como a agilidade no encaminhamento dos casos para médicos oncologistas são fatores que aumentam as chances de cura e o melhor manejo da doença.

Com avanços tecnológicos e terapêuticos, o surgimento de novas drogas antineoplásicas (quimioterápicos) e antieméticos (medicamentos contra náuseas e vômitos) proporciona cada vez mais chance de cura, controle e de melhor qualidade de vida aos pacientes.

Mas lembre-se quanto mais cedo à doença é detectada, maiores as chances de cura. Prevenir ainda é o melhor remédio.

A realização de exames que visam detectar o câncer deve seguir uma regra importante, a orientação médica.
Os exames de rastreamento visam detectar a doença em pacientes sem sintomas e somente se aplicam em alguns casos:

  • Mulheres: Mamografia e Exame de Papanicolaou, em idade compatível;
  • Homens e Mulheres: Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes e/ou Colonoscopia, em pessoas com mais de 55 anos.

Para as mulheres e homens com história de câncer na família, principalmente quando a doença acomete pacientes fora da faixa etária habitual, serão rastreados fora da faixa etária utilizada para a população geral.
A utilização de exames de imagem tais como Ressonância, Tomografia e PET-CT, ou mesmo de marcadores tumorais em pacientes assintomáticos, pode não só não ajudar como também pode proporcionar à pessoa que os realizam, danos físicos e psicológicos.

Assim, procure sempre a orientação de seu médico e não deixe de realizar os exames que foram indicados.